Coronavírus: cuidados e medidas para as equipes de produção que têm que continuar operando

Na SH estamos acompanhando de perto os desdobramentos da propagação do Coronavírus e estamos seguindo ao máximo as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde, a OMS, porém, como temos alguns colaboradores em atividade para mantermos o atendimento a clientes que seguem operando, adotamos alguns cuidados fundamentais para garantir a segurança de nossas equipes.

Desde o dia 16 de Março de 2020 a SH estabeleceu o isolamento social de parte de seus colaboradores em todas as suas unidades no Brasil e no exterior, o cancelamento de viagens nacionais e internacionais, eventos internos e a substituição de reuniões presenciais por videoconferência. E para as equipes em atividade, em respeito à segurança de nossos colaboradores, um de nossos valores fundamentais, estabelecemos algumas condutas que estão sendo determinantes para evitar o contagio e que podem servir a outras empresas em situação semelhante, principalmente no que diz respeito à mudança de hábitos e adequação das estruturas de trabalho.

Confira as ações e medidas que estão sendo praticadas em nossas unidades:

  • Distribuição de álcool em gel para os nossos colaboradores;
  • Distribuição de copos e canecas individuais para os nossos colaboradores além da proibição categórica para não compartilharem em hipótese alguma;
  • Disponibilização de álcool em gel em locais estratégicos (banheiros, entrada dos refeitórios, almoxarifados, etc);
  • Placas informativas sobre a correta higienização das mãos e dos EPI’s;
  • Orientações e controle de entrada e permanência no refeitório, restrito apenas a um colaborador por mesa (a mais de um metro de distância);
  • Medição da temperatura do colaborador antes do início da jornada de trabalho;
  • Diálogo Diário de Segurança (momento onde ocorre a troca de informações entre os colaboradores, principalmente sobre segurança) ao ar livre, respeitando a distância mínima de 1 metro entre cada colaborador;
  • Portas e janelas abertas durante toda a jornada de trabalho;
  • Higienização reforçada dos postos de trabalho diariamente;
  • Lavagem com água quente dos utensílios disponibilizados no refeitório e utilização do álcool 70 para a desinfecção dos mesmos;
  • Vídeos educativos sobre a correta higienização das mãos e cuidados para evitar a contaminação.

Por aqui seguimos trabalhando, atentos aos cuidados. Todos que podem, em Home Office como o recomendado, e quem não pode, em regime especial de cuidados e atenção que aqui compartilhamos para ajudar outras empresas que também não conseguem parar 100%.

A SH fornece soluções para estrutura no Brasil inteiro, além de Colômbia e Paraguai, e algumas obras montam hospitais e centros de saúde imprescindíveis nessa luta contra o Covid-19 e os desafios diários da saúde, além de pontes, viadutos e demais projetos que transformam a infraestrutura das cidades melhorando a vida de todos.

Entendemos nosso papel importante nesse ecossistema e seguiremos… Nossa estrutura é feita de gente que faz a diferença, e que segue junta, se cuidando e cuidando dos demais a nossa volta.

Contribuição:

Iris BastosTécnica de Segurança de Trabalho da SH Unidade Rio de Janeiro.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a nossa equipe pelo sac@sh.com.br ou no 0800 899 8903.

Laudo reforça a segurança e qualidade do Lumiform ® SH

Segurança é assunto sério, por isso, na hora da decisão de qual solução será escolhida é imprescindível avaliar as certificações que o produto, equipamento ou sistema têm. Assim, reforçando sua qualidade e segurança, o sistema de segurança do Lumiform SH® ganhou a certificação do Falcão Bauer. Vale ressaltar que o equipamento é o único do mercado brasileiro que atende, comprovadamente, à NR18 (Norma Regulamentadora das condições e meio ambiente de trabalho).

O Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ) atua na área de Certificação de Produtos e Sistemas de Gestão, por meio do processo de Avaliação da Conformidade, baseado em normas nacionais, internacionais ou regulamentos técnicos.

A certificação nasce a partir de um estudo feito por meio de diferentes testes com os equipamentos que compõem o sistema de segurança do Lumiform SH ®. Após a avaliação dos testes, uma equipe de quatro engenheiros do instituto confirmou a garantia de qualidade do equipamento segundo normas técnicas.

Rafael Desterro, Supervisor Técnico Comercial da SH, explica a importância deste certificado para a confiança do cliente“Esse equipamento é usado como plataforma de trabalho, ou seja, vidas dependem do correto funcionamento do mesmo. Esse laudo comprova que os funcionários dos nossos clientes estarão trabalhando 100% seguros em altura.”, comemora o engenheiro.

Aspectos importantes da NR 35

Apoio técnico, Iris Bastos, técnica de segurança da SH. 

Quedas são acidentes frequentes em trabalho em altura. Muitas vezes fatais, os riscos estão presentes em diversos tipos de tarefas. Pensando em minimizar os números de acidentes envolvendo quedas de grandes alturas, que segundo a regulamentação são a partir de 2 metros de altura do nível inferior do solo, onde haja risco de queda, foi criada a NR 35 que:

estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização, execução, treinamento de funcionários, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

 Esta norma se complementa com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão dessas, com normas internacionais aplicáveis.

nr35

 

Quando houver situação ou condição de risco verificada, cujo a eliminação ou neutralização imediata não seja possível o trabalho deverá ser suspenso.

Em 2011, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Secretaria Municipal de Saúde – CEREST Piracicaba desenvolveu um manual comentado sobre a norma.

Você pode baixar o manual completo, aqui!

 

16 regras para ajudar a garantir segurança na utilização de andaimes

Contribuição técnica da Engenheira Geice Leal e do Engenheiro Leonardo Cardos, da SH

A Segurança nos Andaimes é um fator imprescindível e precisa ser levado em consideração na hora de sua utilização. O sucesso das soluções técnicas que envolvem este tipo de equipamento está inteiramente ligado à segurança que o mesmo irá proporcionar aos usuários e ao meio ambiente em que estará instalado.

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 Para que tudo corra dentro do esperado é importante estar atento a algumas regras:

1 – A sustentação, a fixação e os equipamentos devem ser dimensionados por profissionais legalmente habilitados e suportar as cargas que lhe forem solicitadas de acordo com as considerações de seus projetos;

2 – O local em que será montado o equipamento deve estar nivelado e livre de interferências. Na impossibilidade de se conseguir níveis adequados, devem ser criadas soluções técnicas viáveis e seguras contribuindo com a estabilidade;

3 – O local deve estar devidamente sinalizado;

4 – Os apoios devem resistir às cargas incidentes na estrutura;

5 – Atentar para a proximidade de rede elétrica;

6 – Quando necessário, os andaimes devem ser sinalizados e protegidos contra impactos de veículos e equipamentos;

7 – A montagem e desmontagem deverão ser executadas por profissionais habilitados, treinados para a rotina deste tipo de serviço;

8 – As recomendações e roteiros fornecidos pelo fabricante/ locador deverão ser seguidos de modo a se conseguir uma montagem segura da estrutura;

9 – As plataformas ou níveis de acesso deverão ser forrados completamente, com material resistente e antiderrapante, não podendo estes serem pintados e/ou conter algum tipo de acabamento que possam encobrir imperfeições, tais como amassamentos, rachaduras etc;

10 – Todos os níveis devem ser dotados de guarda-corpo com altura de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) para o travessão superior e 0,70 m (setenta centímetros) para o intermediário. O rodapé tem que ter 0,20 m (vinte centímetros de altura). Os vão livres devem ser forrados por tela ou outro elemento que garanta o fechamento segura das aberturas;

11 – As montagens cuja altura seja maior que 1,50 m (um metro e meio) e as escadas de acesso quando possuírem altura maior que 2,00 m (dois metros) deverão ser dotadas de dispositivo fixo que impeça a queda de usuários;

12 – Quando montados próximos de estruturas existentes, os andaimes devem ser fixados, pelo menos, a cada dois vãos horizontais e duas alturas de plataformas, fazendo amarrações e/ou ancoragens com cabos de aço ou outro material que resista aos esforços que lhe forem solicitados;aindaime1 (876 x 1557)

13, – Todos os elementos devem ser encaixados perfeitamente na posição correta e suas partes contrapinadas ou parafusadas para que não ocorra desencaixe acidental durante a sua utilização;

14- Tomar medidas para que não ocorra empilhamento/armazenamento de equipamentos e/ou materiais sobre os andaimes;

15 – A movimentação vertical das partes e acessórios do andaime deve ser realizada com o auxílio de cordas ou outros tipos de dispositivos de içamento, não sendo permitido o lançamento em queda livre;

16 – Os trabalhos que envolvem os andaimes seja na sua montagem e desmontagem, seja na sua utilização devem ser interrompidos quando executados sob intempéries, do tipo chuva, vento forte etc.

E claro, vale a pena lembrar que todo o equipamento utilizado deve ser de boa qualidade e encontrar-se em bom estado de uso, atendendo às normas vigentes. Para saber mais sobre segurança em andaimes é importante consultar a NR-18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, subitem 18.15 e a NBR-6494 Segurança nos Andaimes.

Bate-papo SH: 10 perguntas sobre o Andaime Fachadeiro 105.

 

Os andaimes são plataformas criadas para atender a necessidade de execução de trabalhos em lugares elevados e que não possam ser executados apoiando-se diretamente sobre o piso. O Andaime Fachadeiro 105 é muito utilizado nas obras comerciais e industriais pela sua agilidade de montagem, segurança e economia de pisos metálicos. Batemos um papo com o experiente Engenheiro da SH, Davi Ferreira, sobre as principais questões que evolvem o equipamento. Confira!

1. Quais os fatores que determinam a qualidade e a segurança do sistema de andaimes?
Um projeto bem feito e customizado às realidades da obra com um sistema de andaimes baseado na norma NR 18 são fundamentais para o resultado. Os responsáveis devem solicitar o acompanhamento de uma empresa para o suporte e treinamento dos colaboradores que montarão o equipamento. Quando houver necessidade de madeira, que a mesma seja de boa qualidade e sem nós. A montagem e o acompanhamento da desmontagem com critério devem seguir as orientações de projeto. Atenção também durante a amarração do andaime e o apoio.

2. Que informações devem constar em um bom projeto?
Transcrição das cargas suportadas pelo andaime, carga no apoio do andaime e locação de pontos de fixação do andaime, Proteção lateral, piso compatível com o peso a ser suportado no mínimo no andar de trabalho. Em casos de locais de muita incidência de ventos deve ser previsto estaiamento do andaime. Guarda corpo conforme norma e acesso a todos os níveis através de escada com proteção além do equipamento ter proteção anticorrosiva.

3. Quem deve elaborá-lo?
Segundo a NR 18, artigo – 18.15.1, o dimensionamento dos andaimes, sua estrutura de sustentação e fixação, deve ser realizado por um profissional legalmente habilitado.

4. Como escolher um produto e um fornecedor de qualidade?
O fornecedor deve ser inscrito no CREA e o profissional que acompanha a obra deve ser legalmente habilitado e pertencente ao seu quadro de funcionários. Os andaimes devem seguir a NR 18 com última revisão de 21 de janeiro de 2011. O fornecedor deve instruir tecnicamente por meio de manuais que contenham, dentre outras informações: especificação de materiais, dimensões e posições de ancoragens e estroncamentos; e detalhes dos procedimentos sequenciais para as operações de montagem e desmontagem. O fornecedor escolhido deve efetuar auxílio e treinamento de colaboradores para montagem e forneça ART e projeto de montagem.

5. O que o construtor deve exigir do equipamento?
Limpeza do equipamento, nota fiscal, equipamentos sem oxidação, instruções técnicas de montagem e desmontagem, proteção lateral, acesso a todos os níveis do andaime com segurança,
rodapé, piso compatível com as cargas a serem suportadas e proteção anticorrosiva.

6. Quais as características técnicas do equipamento?
O Andaime Fachadeiro é fabricado com tubos de 48 mm em aço carbono e galvanizado, o que confere maior resistência durabilidade e segurança. São equipados com alçapões de acesso para que a mudança de um andar para outro do andaime seja feito com a maior segurança possível.

7. Qual o desempenho esperado?
A montagem é rápida e fácil devido a quantidade de peças semelhantes e de fácil encaixe. A repetição torna esta montagem mais segura e, como dito, muito rápida. O Andaime torna-se seguro e a possibilidade de trabalhar em vários pontos da fachada ao mesmo tempo diminui ainda mais o tempo gasto na obra. O sistema não necessita de ferramentas especiais e qualquer profissional pode ser treinado para executar a montagem do andaime com segurança e qualidade.

8. Quais os dispositivos de segurança obrigatórios?
O piso de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, ser antiderrapante, nivelado e fixado ou travado de modo seguro e resistente. Os andaimes devem dispor de sistema guarda-corpo e rodapé, inclusive nas cabeceiras, em todo o perímetro, seguindo a seguinte regra:

a) ser construída com altura de 1,20m (um metro e vinte centímetros) para o travessão superior e 0,70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário;

b) ter rodapé com altura de 0,20m (vinte centímetros);

c) ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. O acesso aos andaimes deve ser feito de maneira segura. As superfícies de trabalho dos andaimes devem possuir travamento que não permita seu deslocamento ou desencaixe.

9. Quais as exigências de qualificação da mão de obra? Em que consiste o seu treinamento?
Nas atividades de montagem e desmontagem de andaimes, deve-se observar que:

a) todos os trabalhadores sejam qualificados e recebam treinamento específico para o tipo de andaime em operação;

b) é obrigatório o uso de cinto de segurança tipo paraquedista e com duplo talabarte que possua ganchos de abertura mínima de cinquenta milímetros e dupla trava;

c) as ferramentas utilizadas devem ser exclusivamente manuais e com amarração que impeça sua queda acidental;

d) os trabalhadores devem portar crachá de identificação e qualificação, do qual conste a data de seu último exame médico ocupacional e treinamento.

e) Uso de linha de vida para prender o cinto de segurança

f) O treinamento consiste na apresentação das peças e suas funcionalidades, na leitura do projeto e na montagem dos primeiros módulos.

10. Durante a montagem, quais os problemas mais comuns enfrentados?
Profissionais mal orientados, falta de prumo, falta de fixação, apoio mal feito, retirada de peças sem autorização (o que pode causar colapso do andaime). Montagem de andaime sem projetos andaimes sem amarração ou a mesma não adequada e ineficaz. Todos estes itens vão gerar dificuldades no encaixe das peças aumentando o tempo de montagem e possibilitando acidentes. Outro problema comum se dá na desmontagem. Quando não há critério para desmontagem, os pontos de fixação são retirados antes que o andaime seja totalmente desmontado. Este procedimento implica quase sempre em acidente ou queda do andaime ou colaborador.

Encontro de Mestres e Encarregados no RJ adiado

Informamos que a etapa do Rio de Janeiro do 1° Encontro de Mestres e Encarregados de Obras foi adiada em função de um contratempo. Em breve informaremos a nova data.

A SH está promovendo o 1° Encontro de Mestres e Encarregados de Obras, com o tema “Produtividade – como fazer mais, em menos tempo e com segurança”.

O evento acontece no Rio de Janeiro em data ainda não confimada, e o objetivo principal é incentivar a troca de informações sobre produtividade e segurança na execução de fôrmas e escoramentos metálicos. 

O evento oferece: Café da manhã, Almoço, Distribuição de brindes e Certificado de participação.

Agenda:

• 9:30h – Credenciamento e café da manhã

• 10h – Palestra

• 12h – Almoço

Atenção: O evento é gratuito e as vagas são limitadas.

Inscreva seus mestres e encarregados em www.sh.com.br.

Segurança em Andaime Suspenso.

Numa época de atividades intensas na construção Civil, a SH não podia esquecer-se de alertar para a segurança no trabalho. Todos sabem que trata-se de algo serio e importante, afinal a segurança no trabalho está diretamente relacionada com a vida e a saúde do trabalhador.

Nesta matéria comentaremos sobre andaimes suspensos, que são plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados, onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso. São utilizados em serviços de construção, reforma, demolição, pintura, limpeza e manutenção, e quando tratamos de andaimes suspensos nos referimos a estruturas pesadas ou leves, em que o estrado é sustentado por travessas metálicas ou de madeira, suportado por meio de cabos de aço, movimentando-se no sentido vertical com auxílio de guinchos.

O dimensionamento dos andaimes (sua estrutura de sustentação e fixação) deve ser realizado por profissional legalmente habilitado, pois devem ser projetados e construídos de modo a suportar, com segurança, as cargas de trabalho a que estarão sujeitos. Os projetos de andaimes devem indicar as cargas admissíveis de trabalho e os mesmos não devem receber cargas superiores às especificadas em projeto. Devem ser bem identificados, com placa colocada em local visível, onde conste a carga máxima de trabalho permitida e sua estrutura de sustentação deve resistir a, no mínimo, três vezes o maior esforço solicitante e deve ser contraventada de modo a impedir seu deslocamento horizontal. Todo o equipamento utilizado deve ser de boa qualidade e encontrar-se em bom estado de uso, atendendo às normas vigentes.

Nos andaimes suspensos, o vão entre o guarda corpo e o rodapé deve ser fechado, inclusive nas cabeceiras, com tela ou outro material equivalente. Além do fechamento entre o guarda-corpo e o piso, deve ser colocada tela ao longo de toda a periferia externa, para prevenir queda de objetos, tela essa que não deve ter malha maior que 25 mm.

Os andaimes suspensos devem ser convenientemente ancorados, de maneira que estejam protegidos contra oscilações em qualquer sentido. Outro ponto importantíssimo é o acesso ao mesmo, que deve, da mesma forma que o proprio andaime, atender às normas de segurança. Pode ser feito por elevador ou escada (marinheiro ou patamar), nunca com improvisos e “gambiarras”.

As quedas são um dos maiores riscos para quem trabalha em andaimes. Na grande maioria dos casos leva à morte. E quando não, as quedas podem causar fraturas e ferimentos. Por isso, as pessoas que trabalham em andaimes suspensos a mais de 2,00 m do solo não devem jamais trabalhar nos mesmos sem os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Eles reduzem muito a chance de quedas, além de proteger o trabalhador de danos físicos.

Para movimentar-se de maneira segura em um andaime, devem ser usados os seguintes equipamentos:

  • Cinto de segurança tipo pára-quedista, com duplo talabarte (tira dupla), fixado em estrutura independente da estrutura de fixação e sustentação do andaime suspenso;
  • Capacete;
  • Cinto porta-objeto;
  • Botas;
  • Óculos de proteção;
  • Protetores auriculares;
  • Luvas de raspa e macacão.

Por outro lado, o andaime, principalmente o suspenso, tem de estar equipado com todos os dispositivos de segurança necessários. Lembrem-se que tudo deve sempre ser feito com responsabilidade e segurança.

Até a próxima matéria!

Contribuição: Geice Leal,  Especialista Técnico da SH.

EPIs no Canteiro de Obras.

Considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador, evitando assim, lesões aos trabalhadores.
O EPI deve ser utilizado sempre que não for possível eliminar o risco.

  • Obrigações da Empresa:
    Fornecer EPI adequado ao risco;
    Tornar obrigatório o uso;
    Substituí-lo quando danificado ou extraviado.
  • Obrigações do Empregado:
    Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina;
    Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
    Comunicar ao Empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.
  • Proteção para a Cabeça:
    a. Máscara para soldador
    b. Protetor Facial
    c. Capacete
    d. Óculos de segurança
  • Proteção para Membros superiores:
    e. Mangas de raspa
    f. Luvas de segurança
    g. Cremes de proteção
  • Proteção para Membros inferiores:
    h. Calçados de segurança
    i. Perneira de raspa
    j. Bota de borracha
  • Proteção Auditiva:
    k. Protetor tipo concha acoplado ao capacete
    l. Protetor auricular Plug
    m. Protetor tipo concha
  • Proteção contra quedas com diferença de nível:
    n. Cadeira suspensa
    o. Cinto de segurança
    p. Trava-quedas
  • Proteção para o Tronco:
    q. Avental
    r. Capa de chuva
  • Proteção Respiratória:
    s. Respirador sem manutenção
    t. Respirador com manutenção
  • Cuidados com o Respirador:
    Siga sempre os regulamentos da sua empresa quanto à limpeza e guarda dos respiradores e nunca entre em uma área de risco sem ter inspecionado as condições do seu equipamento.
    Um respirador só é eficiente e útil se estiver no rosto do usuário, protegendo suas vias respiratórias, bem colocado e ajustado.
  • Efeitos à saúde causados pelo ruído:
    Efeitos do ruído à audição.
    Trauma acústico: surdez provocada por um ruído repentino
    Perda auditiva temporária: a audição se recupera em 24 horas
    Perda auditiva permanente: a perda da audição é definitiva
    Efeitos do ruído no ambiente de trabalho.
    Problemas de comunicação: causa erro na interpretação das palavras
    Baixa concentração: causa falhas na realização de tarefas
    Provoca desconforto: causa incômodo
    Nervosismo: causa irritabilidade
    Cansaço: causa stress e indisposição
    Baixo rendimento: causa queda na produção
    Provoca acidentes: causa atos inseguros
    Efeitos do ruído sobre o organismo.
    Estreitamento dos vasos sanguíneos
    Aumento da pressão sanguínea
    Contração muscular
    Ansiedade e tensão
    Alterações menstruais na mulher
    Impotência sexual no homem
    Zumbido

IMPORTANTE: A perda da audição é progressiva e gradual, ela ocorre depois de alguns anos, então a audição não se recupera. Por isso, a perda auditiva é irreversível.

  • Proteção dos Ouvidos: Não manuseie os protetores auriculares com as mãos sujas, utilize os protetores auriculares durante toda a jornada de trabalho, após o uso, guarde os protetores auriculares na embalagem para conservá-los em bom estado de uso e troque os protetores auriculares quando danificados.
  • Trabalhos em Altura: Os trabalhos em altura devem ser liberados pelo encarregado responsável, que deve avaliar riscos para a realização dos trabalhos, a necessidade de equipamentos de proteção individual e coletiva contra quedas, a necessidade da utilização de trava-quedas, a utilização de escadas, andaimes, plataformas, seguros de riscos oferecidos pela movimentação de equipamentos industriais móveis, redes elétricas, tubulações de produtos perigosos e superfícies quentes, garantir que os empregados envolvidos sejam treinados no uso e inspeção visual de equipamentos/sistemas de proteção contra quedas, observar as condições físicas e psicológicas dos envolvidos, e realizar auditoria dos trabalhos durante a execução.
  • Outras Recomendações:
    Todas as superfícies de trabalho em altura devem ser mantidas limpas, em ordem, secas e sem obstrução;
    Trabalhando sobre telhados, andaimes e outros locais onde haja diferença de nível superior a 2 metros deve-se usar equipamentos de proteção contra quedas, com equipamentos ancorados a estrutura independente, ou ao próprio andaime, desde que o mesmo esteja devidamente ancorado ou estaiado.
    Para a realização de trabalhos próximos a áreas energizadas, deve-se utilizar andaimes de material não condutor, como por exemplo fibra de vidro.
    Durante chuva e/ou vento forte não é permitido trabalho em altura em áreas externas.
    Toda movimentação vertical de equipamentos, ferramentas, etc., deve ser realizada através de sistemas próprios de içamento, ou por cordas inspecionadas, sem nós, emendas ou desgastes;
    As ferramentas usadas nos trabalhos em altura devem estar amarradas ou guardadas em caixas ou bolsas;
    Trabalhos realizados em locais afastados, com pouca movimentação de pessoas, ou em locais onde haja dificuldade na comunicação, deve ser providenciado um meio para comunicação de emergência como rádios.

Siga corretamente as determinações de segurança previstas pela equipe responsável pela sua obra, lembrando-se sempre que o maior responsável pela sua saúde e integridade física é você. Atenção e cuidado nunca é demais.

Contribuição: Iris Bastos, Técnica de Segurança do Trabalho