Maior feira mundial de equipamentos para construção, mineração e infraestrutura começa hoje em Munique.

Bauma abre as portas com congestionamento de mais de 1 hora para acesso ao centro de exposições.
Paulo Kiss, de Munique*

O congestionamento em uma das autobahns que dão acesso ao centro de exposições da Messe em Munique mostra o poder da Bauma até mesmo em tempos ruins como o que a Europa está vivendo. Apesar da boa infraestrutura fora e dentro do parque, e difícil conseguir um lugar entre as centenas de ônibus que chegam de toda parte. Um desses grupos, o da SH, reuniu construtores, coordenadores de obras e locadores de equipamentos brasileiros, num total de mais de 40 profissionais. A maior comitiva dentro desse grupo é da Fortes Engenharia, com seis profissionais. Dentro dos pavilhões e possível encontrar diversos outros grupos brasileiros de construtores.

Divulgação: Bauma

Apesar de a feira reservar apenas dois pavilhões para a construção leve (edificações) e alguns poucos equipamentos para este segmento no lado externo, em geral há sempre boas surpresas, que os construtores brasileiros estão acostumados a garimpar. Neste primeiro dia de feira, convidei o coordenador de obras Cleverton Silva, da Vibia Engenharia, para nos ajudar nessa tarefa para a PINIWeb. Confira alguns produtos destacados e outras curiosidades da feira neste primeiro dia:

 

Produtividade no revestimento

Divulgação Rokamat

A pequena Rokamat exibe a acabadora manual para revestimentos de argamassa e gesso modelo Nautilo. Assim que o revestimento é desempenado, o trabalhador dá o acabamento com o disco de borracha acoplado à um suprimento de água nas costas do trabalhador. “Além de dar um acabamento que o operário não consegue na desempenadeira, o revestimento recebe uma primeira cura“, destaca Cleverton Silva, da Vibia Engenharia.

 

Fôrmas resistentes

Divulgação: Harsco Infrastructure

A indústria Harsco tem um portfólio exclusivo para soluções de fôrmas de obras pesadas, como tuneis de trabalho, muros e paredes de concreto. As fôrmas das series Platinum 100 são dimensionadas para cargas de 600 kN/m³. O frame é produzido com uma liga especial de alumínio e titânio capaz de suportar grandes pressões de trabalho. Dessa forma é possível lançar grandes volumes de concreto suficientes para preencher panos de mais de 5 m de altura de uma única vez.

 

Fôrmas especiais

A MSL produz fôrmas reticuladas a partir de telas de aço dobradas para aumentar a resistência a esforços de tração do concreto lançado. São fôrmas para concretagem de juntas especiais em obras de infraestrutura e bases de grandes blocos de fundação.

Demolição de concreto com água

Divulgação

As maquinas de demolição de concreto por hidrojateamento de alta pressão não são novidade. Mas a sueca Aqua Cutter impressiona pela velocidade e potência. A Aqua Cutter pode realizar a demolição de uma área de 600 mm em apenas 7 min, sendo 1.000 bar e 200 l de água por minuto. A alta pressão aliada a um sistema de ponteira de alta precisão destrói o concreto levando o oxigênio apreendido a explodir dentro da molécula.

 

Serra para corte de alvenaria

Diferente da maquina a disco usada no Brasil para cortar blocos para passagem de tubulações e conduíte, a Wall Chaser da Macroya possui discos dentados cambiáveis capazes de fazer o corte na largura do tubo que precisa ser embutido na parede. Possui modelos de várias potências e diferentes jogos de discos.

Tubos de concreto de grandes diâmetros

Uma alternativa para adução de água, os tubos de concreto de grandes dimensões da Schlusselbauer recebem bolsa de acoplagem de borracha nas pontas e revestimento interno cerâmico de alta resistência ao trincamento e craquelamento, preservando as propriedades de escoamento e resistência.

 

Feira também é show

Divulgação: Bauma

Para provar a precisão do equipamento – e talvez do operador – a Nagel esta promovendo passeios de ate cinco pessoas em uma asa móvel operada pela grua e que leva os aventureiros a um passeio a 30 m do chão. Com uma proposta mais tecnológica, uma empresa de braços acessórios para máquinas pesadas montou para a Bauma um imponente robô de 2m que lembra o filme “Gigantes de Aço”, com Hugh Jackman.

 

*O jornalista viajou a convite da SH.

Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/maior-feira-mundial-de-equipamentos-para-construcao-mineracao-e-infraestrutura-281004-1.asp

Novas alternativas para construção habitacional • Revista Grandes Construções

Especialistas destacam maior possibilidade de uso de concreto na construção de moradias verticais e horizontais.

O Brasil tem um déficit habitacional de cerca de oito milhões de unidades, um desafio que os governos, nos três âmbitos, precisam correr para diminuir. O programa Minha Casa Minha Vida, em sua primeira etapa, que previa a construção de um milhão de moradias, não entregou mais da metade de sua meta. Se existem empecilhos econômicos, do ponto de vista tecnológico, os especialistas indicam que a área habitacional poderia desfrutar mais das alternativas construtivas existentes. Um exemplo de opções foi mostrado no seminário “Soluções para Habitação, sistemas construtivos à base de cimento”, realizado em maio de 2012, em Aracaju (SE). O engenheiro Carlos Franco, diretor da CAL-FAC Consultoria e Engenharia, estava entre os especialistas do debate.

O foco principal da minha apresentação foi mostrar e desmistificar os sistemas construtivos pré-fabricados no segmento habitacional”, resume em entrevista exclusiva à Grandes Construções. “Falamos sobre a conceituação de pré-fabricado (executado na indústria) e o pré-moldado (executado no canteiro, porém, fora do local final de utilização) e as principais características de cada método”, detalha Franco. Segundo ele, o uso das duas tecnologias permite a conjunção de prazos, qualidade e baixa intensidade de mão de obra, sendo essa última atualmente escassa no setor de construção civil.

Além de indicar que os dois sistemas – pré-fabricados e pré-moldados podem ter desempenho igual ou superior aos métodos tradicionais, Franco avalia que tecnologias brasileiras encontram-se catalogadas no manual Affordable Housing, que numa tradução livre pode ser entendido como habitação de baixo custo, editado pela FIB (Fédération Internationale du Beton). “Podemos destacar os sistemas de parede dupla, de painéis alveolares e os de paredes portantes e lajes pré-fabricadas”, lista o executivo da CAL-FAC. No caso, das lajes pré-fabricadas, Franco destaca que o método é conceitualmente semelhante à alvenaria estrutural, do ponto de vista mecânico de funcionamento, mas totalmente diferente em termos de execução.

Um dos destaques de aplicação das lajes pré-fabricadas, aliás, é na construção de edificações verticais, podendo ser empregado em todas as situações em que a alvenaria estrutural possa ser utilizada. Em relação especificamente às habitações populares, Franco explica que o pré-fabricado em concreto é uma solução muito racional, principalmente, em construções com algum adensamento vertical (4 + 1), sendo frequentemente adotado em diversas regiões do País.

Para casas isoladas, não é tão largamente difundida. O conceito de ‘diversas casas isoladas a perder de vista’ pode gerar habitações que sejam baixo custo, mas que geram custos monstruosos de infraestrutura, envolvendo arruamento, energia, saneamento básico e transporte, para citar os principais”, argumenta o especialista. Ele destaca que os sistemas pré-fabricados são muito competitivos em edifícios mais adensados e de padrão melhor (médio). “Já em padrão mais elevado temos diversos exemplos de obras total ou parcialmente pré-fabricadas, com alto valor agregado”, acrescenta.

Para Franco, as inovações tecnológicas em habitações, usando sistemas pré-fabricados, encontram dificuldades por não serem ainda totalmente normalizadas, o que gera a resistência na sua adoção, embora sejam amplamente utilizadas no exterior. Como a norma técnica tem força de lei e a sua confecção acontece sob o esforço, muitas vezes, abnegado de especialistas, a normalização brasileira específica acaba sendo lentamente construída. “Há recentes evoluções, caso da NBR-14861, publicada em 2011, que cobre o emprego de lajes alveolares”, indica. Outras duas normas destacadas por ele são as de estacas pré-moldadas em concreto, atualmente, em elaboração, e a de painéis alveolares, ainda em planejamento.

Para o executivo da CAL-FAC, os principais ganhos do uso de pré-fabricados incluem prazo, qualidade e, muitas vezes, redução de custos. Como o processo de pré-fabricação exige um planejamento mais cuidadoso da obra, os serviços acabam sendo beneficiados de forma geral. Franco explica que etapas são eliminadas no processo, caso da regularização de superfícies das paredes e forros, para mencionar apenas uma. “Ganha-se também nas facilidades de execução de caixilhos, muitas vezes eliminando o emprego de contra marcos”, acrescenta.

O também engenheiro Marcelo Rios, diretor da Geotest Projetos e Consultoria, de Salvador, foi outro debatedor do evento de Aracaju. Em sua apresentação, ele destacou a alvenaria estrutural, focando-se no uso de blocos de concreto. O especialista ressaltou o uso de lajes pré-moldadas ou não, apoiadas diretamente nas alvenarias estruturais. Nesse sistema, as paredes funcionam também como painéis resistentes ao vento, formando uma estrutura tridimensional de alto desempenho. De acordo com Rios, o uso do bloco de concreto apresenta vantagens em construções habitacionais. “Ele tem maior regularidade dimensional, o que proporciona menor consumo de revestimento e, devido à sua resistência, alcança valores elevados; o emprego em edificações de andares múltiplos é imprescindível”. O especialista lembra ainda que se trata de um sistema econômico, de alto desempenho e aplicável em habitações de padrão médio e baixo, nos quais os vãos são moderados. “A velocidade de construção também é fator importante, pois é possível alcançar ciclos de concretagem idênticos ao concreto convencional, mas com o ganho da simultaneidade na construção das paredes, liberando outros serviços na obra”, completa.

De acordo com Rios, os problemas relativos às deformações, que acontecem na estrutura convencional de concreto armado, não são frequentes na alvenaria estrutural. No entanto, alguns cuidados devem ser observados, caso da fundação que deve ter deslocabilidade mínima, pois o sistema em alvenaria não aceita deslocamentos impostos. Outro ponto de atenção é a previsão da dilatação térmica na laje de cobertura. “Para isso, deve-se adotar uma camada deslizante entre a última fiada e a laje. Dessa forma, o movimento será liberado, evitando o aparecimento de tensões e, consequentemente, fissuras nas paredes que suportam a laje”, detalha.

O especialista ainda recomenda que fique claro para os proprietários das construções que as paredes não podem ser removidas parcial ou integralmente. A recomendação deve constar nos contratos, manuais e outras documentações, além de estar afixada em áreas visíveis para que todos os usuários tenham conhecimento da impossibilidade de remanejamento de paredes.

Matéria retirada do site da Revista Grandes Construções, Nº 29 – Agosto 2012:
http://www.grandesconstrucoes.com.br/br/index.php?option=com_conteudo&task=viewMateria&id=953

O SISTEMA LUMIFORM SH

A SH também disponibiliza, em seu portifólio de equipamentos, o sistema Lumiform SH.  O sistema composto por painéis fabricados com perfis especiais de alumínio e forrados com placas de alumínio. Além de duráveis e leves, os painéis não possuem rebites, emendas ou marcas na face que faz contato com o concreto, o que garante um acabamento perfeito. Os painéis apresentam furações apenas nas laterais, onde é encaixado o espaçador que, além de espaçar as formas, suporta as cargas atuantes do empuxo. Pode ser aplicado nos mais variados tipos de projetos, como construção de casas, sobrados e edifícios, com qualidade e ganhos significativos de produtividade.

O sistema  Lumiform SH, é destaque na matéria do dia 19 de Junho de 2012, no Bom Dia, Brasil, programa jornalístico da Rede Globo. Apresentado como solução sustentável capaz de realizar uma obra sem entulho, sem sujeira, o Lumiform SH aparece sendo aplicado na obra do Bairro Carioca, no Rio de Janeiro – RJ.