Principais aspectos para escolher o escoramento da obra

Contribuição técnica dos engenheiros Eduardo Vizzotto, Projetista da SH Porto Alegre e Marco Aurélio, Gerente Comercial da unidade de São Paulo.

Para muitos profissionais que estão iniciando suas carreiras à frente de alguma obra, ou até mesmo profissionais mais experientes, sobram dúvidas como qual material usar na execução do projeto e como fazê-lo da melhor maneira. É comum que alguns itens de fundação e até de acabamento já estejam indicados no memorial descritivo da obra ou até mesmo especificados nos projetos. Mas e quando o assunto é o escoramento? Qual devemos utilizar?

Muitos fatores podem influenciar no momento desta decisão, porém, acreditamos que existem alguns aspectos essenciais que podem fazer uma grande diferença na hora de definir qual solução poderá atender melhor às necessidades da execução.

34_20160701101213

Tipologia da estrutura de concreto x Pé direito

Em obras com lajes planas ou até mesmo em lajes nervuradas, com utilização de blocos de EPS ou cubetas, é recomendado o uso de um sistema que otimize tempo, promova redução de custo e garanta qualidade do concretado. Um sistema amplamente utilizado é o Topec SH ®. Esse sistema reduz a utilização de mão de obra e a utilização de madeira com a eliminação de aproximadamente 80% da aquisição de fôrmas para as lajes.

O sistema Topec SH ® conta com fôrmas de até 2m², com peso de 22,91kg e suporta lajes de 30cm de concreto maciço variando sua modulação de montagem. Além disso, promove melhoria do ciclo de montagem do escoramento (fôrma), já que elimina-se uma etapa trabalhosa e artesanal. Com o Topec SH ® é possível um rápido reaproveitamento do sistema devido ao Drophead, uma peça onde as próprias escoras do sistema do escoramento são utilizadas no reescoramento, sem a necessidade de realizar mais esta etapa.

Caso a estrutura da obra seja convencional, com misto de lajes e vigas, que ainda é a maior totalidade das obras hoje atendidas, o melhor sistema é o escoramento convencional dotado de escoras, perfis principais e perfis secundários.

Para ambas as situações um ponto que pode ser decisivo na escolha dos equipamentos é o pé direito da obra, para obras com alturas mais elevadas e com vigas e lajes mais espeças é recomendado a utilização de torres modulares intercaladas com escoras ou até mesmo somente torres modulares, que ajudam a ter uma maior estabilidade na estrutura ou até mesmo ajudar em outras situações como a utilização de torres modulares adotando um sistema de guarda corpo tubulares e vencer maiores alturas.

Outras vantagens que podemos citar são:

– Torres modulares, que podem suportar até 6 toneladas por poste, intercaladas com escoras, podendo se adaptar as diferentes tipologias de estruturas;

– Escoramento de lajes e vigas utilizando o mesmo sistema;

– Dependendo do tamanho da viga, existem peças especiais (base dupla) que facilitam e minimizam a densidade de escoramento das lajes;

– Perfis metálicos e de madeira, atendendo as especificidades das diferentes equipes e construtoras.

Prazo x Custo

Um dos principais fatores que podem “assustar” os profissionais no ramo da construção civil é o conhecido prazo de entrega, que está ligado diretamente a diversos outros fatores como clima, entregas de insumos e mão de obra qualificada, por exemplo. Em obras com um cronograma justo, independente do tipo de estrutura, torna-se necessário o uso de equipamentos para que ocorra ganho de agilidade no escoramento e, consequentemente, atenda o cronograma previsto.

Há ainda muitas obras que utilizam escoramento de madeira, e em grande parte são aquelas que têm prazo indefinido para término da estrutura (obras por administração). Vale lembrar que este comparativo deve ser verificado não apenas no custo final “metálico x madeira” e sim em todos os pontos que giram em torno desta escolha, podemos destacar os seguintes parâmetros ainda:

tabela
fonte: http://projr.com.br/blog/qual-escoramento-tem-melhor-custo-beneficio/

Descarte:

Devolver a empresa locadora ou realizar manutenção dos equipamentos para próxima utilização/ aluguel de container e pagar o descarte de madeira em determinadas regiões.

Montagem:
Regulagem para atender diversas alturas e encaixe entre escoras de madeiras para atender outros níveis de altura (se atentar a norma que regulamenta estes detalhes).

Mão de obra:
Topec ®: mão de obra sem muita especialização (há diversos treinamentos oferecidos pela empresa) x madeira: mão de obra especializada.

Da madeira ao alumínio. Matéria da Construir NE – Julho 2014.

 

Nas últimas décadas, o sistema de formas para a construção civil foi se aperfeiçoando e hoje o mercado conta com tecnologias mais produtivas, resistentes e sustentáveis.

Por Pablo Braz • Construir NE • Edição Julho 2014 • Página 48
Leia mais clicando nas imagens!

construirne_revista_formasaluminio_agosto2014_1

construirne_revista_formasaluminio_agosto2014_2

Sustentação para a sua obra.

Vigas e pilares podem ser executados com vários tipos de moldes que garantem formatos e alturas diferencias para a sua construção.
Revista Construir SP – Texto Janaína Silva – Janeiro de 2014.


Executar corretamente vigas e pilares. A tarefa não é simples, dada à complexidade e segurança. Afinal, são peças fundamentais, juntamente com as lajes, para a estrutura de casas e prédios que ganham inovações para agilizar o tempo e a redução da perda de materiais. A engenheira civil paulistana Vivian Cristina Guersoni explica que existem duas normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a respeito. “A primeira é a NBR 6118 que os engenheiros, entre eles os estruturais, utilizam para dimensionar as vigas, pilares e lajes. A outra, NBR 14931, é complementar à anterior, referente à execução de estruturas de concreto”.

As formas para concreto industrializam o processo de construção. “A maioria dos projetos usa pilares e vigas concretadas in loco, o que só é possível por meio do uso de moldes, sejam de madeira, aço ou alumínio”, explica Michael Rock, diretor técnico da SH, do Rio de Janeiro, RJ. De acordo com ele, as de madeira ssão “fabricadas” na própria obra pelos carpinteiros. “Já as metálicas, de aço ou alumínio, são soluções industrializadas que eliminam a necessidade de mão de obra especializada e o desperdício, além de aumentar significativamente a produtividade”.

A madeira é mais usual em construções de casas, de acordo com Vivian. “Os modelos em outros materiais são empregados quando o projeto é mais arrojado, com colunas e formatos diferenciados”, afirma. Neste caso, são indispensáveis cuidados como, por exemplo, a execução por empresas especializadas. Além disso, a madeira deve estar isenta de outras substâncias para não haver troca química que ocasiona problemas na colocação de revestimentos, posteriormente.

Outro material empregado é o papelão, que pode receber dimensões personalizadas. “São usadas em qualquer tipo de pilar. Os diâmetros variam de 15 a 100 cm e fornecidos no comprimento desejado”, afirma Ana Luiza Lapa, gerente comercial da Dimibu, da capital paulista.

A escolha do melhor sistema depende de vários fatores e um dos mais importantes é o projeto. Segundo o especialista da SH, nas obras residenciais deve-se considerar se a concretagem dos pilares pode ser executada antes das vigas e lajes. “Tipicamente, as formas são de madeira com travamento metálico. Em obras mais pesadas, já é mais comum a concretagem dos pilares separadamente de vigas e lajes. Neste caso, a forma do pilar pode ser um pouco mais alta do que a viga, dispensando a altura sob medida, e o modelo pode ser metálico modular, que pode ser reaproveitado, proporcionando menor custo para o empreendimento”.

Já para projetos em que os pilares, vigas e lajes são concretados em conjunto, explica Rock, os moldes precisam ser exatamente adequados a uma geometria definida pela arquitetura. “Por isso ainda é muito comum ver modelos de madeira, compensado com estruturação de aço e com travamento metálico para garantir o seu fechamento. Pela complexidade da execução de vigas, novos sistemas construtivos, como a laje plana, em que o número de vigas é reduzido ao máximo, são adotados pelas construtoras. A parede de concreto, que assume as funções dos pilares e da vedação em alvenaria, também é usada. Neste caso, as formas de alumínio são as mais econômicas, empregadas em larga escala em projetos do Minha Casa, Minha Vida”, afirma Rock.

Se a opção for pelo papelão, como explica da gerente comercial da Dimibu, recortes podem ser feitos nos moldes para facilitar o encaixe das vigas e dar continuidade na obra.

É possível desenvolver modelos especiais e diversificar a aplicação. Algumas obras utilizam as formas para laje caixão perdido e não para colunas, para simplificar a concretagem, deixando-a mais leve e promovendo o isolamento térmico e acústico”, afirma Lapa.

As de papelão se adaptam às especificações dos projetos arquitetônicos. “Nas residências, as mais empregadas são as cilíndricas de 30 a 40 cm de diâmetro, mas as dimensões são ajustáveis dependendo do porte da obra”, fala.

Em relação à aplicação, a atenção deve estar na concretagem. Nos moldes de papelão, o ideal é não colocar madeiras na sua extensão, pois, perfurações podem provocar pontos de pressão sujeitos a rupturas. “O concreto fresco gera muitos esforços nas formas. Não somente um dimensionamento errado, mas também erros na concretagem podem causar problemas. Durante a etapa, deve-se respeitar a velocidade indicada e seguir critérios detalhados”, diz Rock.

clipping_revista_construir_vigas_pilares_janeiro_14