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Indústria da construção revê seus conceitos para sair da era artesanal

Matéria do site da Revista Grandes Construções de 7 de dezembro de 2010.

Wolney Henriques do Amaral, diretor Comercial da SH Formas Andaimes e Escoramentos Ltda, fala do esforço da indústria para acompanhar a forte demanda do setor, de investimentos em novos métodos construtivos e de mudanças na cultura da construção no Brasil

A Construção Civil no Brasil só conseguirá vencer o grande desafio que tem pela frente – dotar o País da infraestrutura necessária ao seu desenvolvimento sustentável e atender a demandas reprimidas há várias décadas, como a da habitação popular e a do saneamento básico –  se encerrar o ciclo em que era praticada de forma artesanal, passando a fazer jus ao título de Indústria da Construção.” Quem afirma isso é Wolney Henriques do Amaral, diretor Comercial da SH Formas, Andaimes e Escoramentos Ltda. Para o executivo é inconcebível até hoje se construir um prédio de cinco ou mais pavimentos, colocando tijolo por tijolo, um sobre o outro.

Como contribuição para esse processo de modernização da indústria da construção, a SHinvestiu, somente em 2010, cerca de R$ 60 milhões em equipamentos e tecnologia de novos métodos construtivos. O destaque é para as formas em alumínio para paredes de concreto Lumiform. “Essa é uma nova tendência, buscada pelas empresas que atuam no mercado. Com ela é possível fazer casas e construções verticais de até cinco pavimentos com paredes feitas todas em concreto, sem depender de equipamentos de elevação. Não precisa de guindaste ou grua. A elevação pode ser feita manualmente. Com esse método construtivo de parede de concreto é possível agilizar a construção, com grande economia de custos e de mão de obra”, afirma Wolney do Amaral.

É a indústria da construção revendo os seus conceitos para acompanhar a demanda do mercado.

Grandes Construções – Em que segmentos a SH atua, na área de construção?

Wolney Henriques do Amaral – Nós fornecemos ao mercado formas para concreto, escoramentos metálicos e andaimes para grandes obras. São andaimes industriais, indicados para obras de montagem e manutenção industrial, nos setores de mineração, siderurgia, papel e celulose, entre outros. São muito usados nas paradas para manutenção de equipamentos, pra intervenções rápidas, por serem versáteis e oferecerem rapidez de montagem. Já com o escoramento, nós atuamos em todas as vertentes da construção civil. Nós costumamos separar em obras prediais – residenciais ou comerciais; de infraestrutura – barragens, aeroportos, pontes e rodovias; e industriais, na construção de unidades da indústria petroquímica, mineração e siderurgia.

GC – Qual a participação da SH no mercado, hoje?

Wolney do Amaral – Nós somos líderes de mercado e com grande reconhecimento por parte dos clientes. Há 13 anos somos indicados como melhor empresa das áreas de escoramento e formas para concreto. A SH foi a pioneira no Brasil em formas metálicas para a construção. Foi ela a primeira a produzir no Brasil este tipo de equipamento e já estamos na segunda geração de formas. Trouxemos no primeiro momento as formas Tekko, que eram mais simples, mas muito boas na sua época – e são ainda hoje, com uma utilização muito grande. Mas já partimos para uma segunda geração, com mais tecnologia, oferecendo mais facilidades na montagem.

GC – Quais as principais características dessa nova geração?

Wolney do Amaral – São painéis maiores, que asseguram uma produtividade muito maior, utilizando menos mão de obra, uma questão muito importante hoje com essa falta de mão de obra qualificada e o risco do chamado “apagão” da mão de obra.

GC – Como a empresa está se preparando para esse novo ciclo de crescimento da indústria da construção e que contribuição a empresa pode dar para esse ciclo de desenvolvimento?

Wolney do Amaral – Em 2008 nós assistimos a um súbito crescimento do setor, que pegou de surpresa a indústria da construção. Ela não estava muito preparada para isso – e não me refiro somente às empresas de construção, mas sim a toda a cadeia de fornecedores para construção civil.

Isso provocou a falta de equipamentos, insumos, matéria-prima e mesmo de mão de obra. Mas, passado o susto, as empresas se prepararam, investiram na sua capacidade de produção, tanto as construtoras quanto os fornecedores. Em 2009 veio a crise, que nos atingiu levemente, e que foi sentida mais na área de infraestrutura. O setor de construção imobiliária continuou bastante aquecido, até porque eram investimentos estrangeiros e privados. Logicamente houve alguma retração, mas o mercado brasileiro reagiu muito rapidamente, já que era muito promissor. Os investimentos voltaram e agora nós estamos com um ano de 2010 com forte aquecimento. Tanto que para 2011 já se fala de novo em falta de insumos, apesar dos investimentos continuados por parte dos fornecedores.

GC – Qual o balanço que a SH faz de 2010, até agora?

Wolney do Amaral – Pela nossa avaliação, nós registramos esse ano um crescimento de 15% a 20%. Esse índice está dentro do que havíamos planejado em termos de investimentos.

GC – Qual o volume de investimentos realizados pela SH este ano?

Wolney do Amaral – Estamos fechando este ano com investimentos de R$ 60 milhões só em equipamentos, mas o total dos investimentos foi muito mais que isso.  Com os R$ 60 milhões em equipamentos nós tivemos que aumentar muito a nossa capacidade de fornecimento. Isso, por sua vez, exigiu um aumento do quadro de pessoal, da estrutura interna da empresa. E nós estamos fazendo isso de uma forma sustentável. Nesse ano, nós abrimos duas novas filiais – uma em Porto Alegre (RS) e outra em Fortaleza (CE) –, totalizando, em nossa estrutura, 13 unidades de produção completas, contando com departamento comercial, equipe técnica e estrutura de fornecimento, incluindo galpão de estocagem de equipamento. Somos a empresa com a maior rede de distribuição no Brasil. Além disso, as unidades já existentes estão passando por upgrade.

GC – Qual a expectativa de crescimento da SH para o ano que vem?

Wolney do Amaral – Nós acreditamos que vai ser entre 20% e 30%, até por conta do grande volume de obras de infraestrutura que serão realizadas neste período. Sabemos que o País está carente disso e que entramos numa situação que não dá mais para segurar esta demanda. Essa situação é agravada pela proximidade dos jogos da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Esses eventos precipitam a necessidade desse tipo de investimento.

GC – Em que áreas de negócios se concentrarão os investimentos?

Wolney do Amaral – Como todas as áreas da construção estão em crescimento, nós planejamos realizar investimentos proporcionais em todas as áreas de negócios nas quais atuamos – infraestrutura, construção industrial e residencial. Essa área de infraestrutura a gente conhece muito bem, e tem sido impulsionada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, com promessas de grandes obras. Mas o que sabemos é que na verdade isso ainda não se concretizou dentro do ritmo e percentual desejado. Agora é que as obras tomaram um grande impulso. Na área residencial, além das obras que já estavam em andamento, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, também do governo federal, deu uma alavancada boa, principalmente no segmento mais popular, para mutuários na faixa entre três e 10 salários mínimos. Dentro desta área, muitos métodos construtivos estão sendo revistos.  Todas as empresas que já atuavam nesta área estão revendo suas formas de atuação, porque o déficit habitacional no Brasil é muito grande. Os números oficiais dão conta de que faltam cerca de 8 milhões de habitações no País. Desse total, 80% dever ser para a faixa da população que recebe de três a 10 salários mínimos.  Portanto, há uma forte demanda reprimida por novas habitações, esperando só oferta. E para conseguir atender esta demanda, na velocidade adequada – que tem sido objeto de pressão por parte do governo para as construtoras – todos os atores deste cenário estão tendo que rever os seus conceitos.

GC – Quais são as soluções propostas pela SH para dar velocidade à oferta de novas habitações para este mercado de baixa renda?

Wolney do Amaral – Estamos lançando no mercado brasileiro novas formas para fazer paredes de concreto. Essa é uma nova tendência buscada pelas empresas que atuam no mercado, que é fazer casas e prédios de até cinco pavimentos com paredes feitas todas em concreto. Essa forma se chama Lumiform, uma forma toda em alumínio – tanto a estrutura quanto a parte que entra em contato com o concreto – com a grande vantagem de ser mais leve, de fácil manuseio. Com ela é possível fazer construções verticais mesmo sem equipamentos de elevação. Não precisa de guindaste ou grua. A elevação pode ser feita manualmente. Com esse método construtivo de parede de concreto é possível agilizar a construção, com grande economia de custos e de mão de obra.

GC  Qual é o tamanho da redução de custos alcançada com essa tecnologia?

Wolney do Amaral – Considerando a redução da mão de obra, a economia de custos é da ordem de 70%. Há ainda uma forte redução de desperdício de material. Esse método construtivo se resume na colocação da forma, uma malha de aço e toda a instalação, tanto hidráulica quanto elétrica, já embutida na forma. Nesse processo, você fixa os dois lados da forma e concreta. A forma já vem com uma geometria que reserva os espaços para janelas e portas, deixando os vãos preparados. Completado o processo de concretagem com oito horas já é possível tirar as formas e a casa está praticamente pronta, precisando apenas de acabamento. Por ser de alumínio, o fechamento das formas é muito estanque, evitando a fuga de nata de concreto. Isso ajuda no acabamento. No método tradicional, com alvenaria comum, as instalações elétricas e hidráulicas são colocadas depois das paredes prontas. Para isso você tem que sair quebrando, há uma perda grande de material, muito desperdício. Tudo isso é evitado com a montagem das paredes de concreto.

GC – Há algum ganho com relação ao meio ambiente?

Wolney do Amaral – Sem dúvida. Você não usa madeira numa obra com esse método construtivo. Por isso é um tipo de construção que privilegia essa visão ecológica. Também não há desperdício com lançamento de resíduos no meio ambiente.

GC – Por esse método construtivo, qual o tempo médio para a constrção de uma unidade habitacional de baixa renda?

Wolney do Amaral  Uma residência unifamiliar, com dois quartos e cerca de 45 m2, é possível concretar em um dia, com o mesmo jogo de formas. Você só precisa fazer uma preparação, preparar o radier antes (N.R.: fundação rasa que funciona como uma laje contínua de concreto armado) e lançar as ferragens. Logicamente você precisa ter um processo industrial, de linha de produção, com várias unidades, para tornar o empreendimento viável.

GC – O principal foco da SH é o mercado de locação ou de venda?

Wolney do Amaral – Hoje o mercado está muito voltado para a aquisição das formas em vez da locação. Tradicionalmente, a nossa receita sempre veio da locação, numa proporção de 90%. Até porque esse mercado não tinha uma continuidade tão grande de empreendimentos, e não compensava a aquisição. Mas hoje, principalmente no nicho da habitação popular, com esses grandes projetos envolvendo um grande número de unidades habitacionais, compensa para o construtor a aquisição das formas.

GC – Qual o custo de aquisição dessas novas formas?

Wolney do Amaral – Em números redondos, o custo é de R$ 1.000,00 o m2. Mas para haver uma vantagem para o construtor, ele terá que fazer entre 200 a 300 usos dessas formas para elas se pagarem. A boa notícia é que esse tipo de forma aguenta pelo menos 1.000 usos.

GC – Essas formas podem ser adquiridas pelo construtor através de algum programa de financiamento por parte do governo?

Wolney do Amaral – Nossas formas são 100% nacionais. Por isso sua aquisição pode ser feita através de financiamento pelo BNDES/Finame. Esse, aliás, é outro pioneirismo da SH. Nosso equipamento já está cadastrado no BNDES/Finame. É possível a aquisição através de financiamento de longo prazo, com taxas muito baixas, e com prazo para começar a pagar. Quando o construtor começa a pagar, normalmente a forma já se pagou. Esse é um diferencial muito grande.

GC – Em sua opinião, quais são as perspectivas de crescimento desse mercado de formas para concreto?

Wolney do Amaral – Essa tecnologia de formas para paredes de concreto não é exatamente nova. Ela já existia, só que não se tinha alcançado uma fórmula para que seu uso fosse considerado financeiramente viável. Hoje, com esses novos tipos de forma, que garantem maior velocidade na construção, essa passou a ser uma tendência para as construtoras. As grandes do setor estão investindo em estudos no sentido de fazer a troca dos métodos construtivos atuais, normalmente em paredes estruturais, que estão mais para artesanato do que para indústria. Imagine o que é construir um prédio inteiro, de cinco andares, colocando um bloquinho de tijolo em cima do outro! As construtoras que estão pensando realmente em atuar forte nesse segmento precisam contar com métodos muito mais rápidos, que respondam com velocidade à demanda do mercado, e com diminuição de mão de obra. Hoje, quem tinha 100 homens e assumia duas obras terá que pegar quatro obras com os mesmos 100 homens. Portanto, nesse atual processo, nós podemos contribuir muito com aumento de produtividade.

GC – Essas novas formas de alumínio exigem algum tipo de concreto ou cimento especial?

Wolney do Amaral – A formas não exigem e esse método construtivo de parede de concreto pode ser executado com qualquer tipo de concreto. Não há nenhum impedimento. É lógico que alguns tipos são mais adequados que outros, porque o concreto tem que ser um pouco mais plástico para poder penetrar em todos os espaços da forma, sem deixar as bolsas de ar, que chamamos de “brocas”. Mas isso não chega a ser um limitador. Tudo aponta para que essa tecnologia das formas de concreto seja a grande virada do setor. Não dá mais pra continuar com o “artesanato” da construção civil. Temos que fazer juz ao nome de “indústria da construção” e isso nós só conseguiremos mudando o patamar da nossa capacidade de produção.

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