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Postado por em 10/ 03/ 2014 em Clipping | 1 comment

Utilização bem sucedida de paredes de concreto.

Utilização bem sucedida de paredes de concreto depende do sistema de fôrma, da qualidade do concreto, de projeto adequado e de uma execução sincronizada com outros sistemas construtivos.

Por Gisele C. Cichinelli

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As paredes de concreto encontraram importante aplicação em obras habitacionais de padrão popular, especialmente nos empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida

Nos últimos anos, o sistema de paredes de concreto avançou no Brasil, mas não no ritmo desejado pelas empresas fabricantes de fôrmas. A falta de padronização dos projetos, a burocracia na liberação de financiamentos e a falta de maturidade própria de um mercado em evolução são citadas por especialistas como os principais entraves para a expansão do segmento. A necessidade de ultrapassar as fronteiras dos projetos econômicos também está na lista de desafios a serem superados pelas empresas. “Um dos erros comuns é achar que o sistema de paredes de concreto só se destina a programas habitacionais populares, como o Minha Casa Minha Vida. O mercado precisa entender que é possível atender vários tipos de construção, tais como o industrial e comercial, com essa solução“, diz Marcelo Milech, diretor de negócios da SH Fôrmas.

Marcelo Milech - “A modulação e o projeto fazem toda diferença na adaptação e na produtividade da obra. Quando falamos em obras de duas mil unidades, o produto é muito competitivo. No caso do alumínio, além da leveza, o material tem durabilidade elevada. Como são projetos muito específicos, a conta acaba fechando para a locação”.

Escolha certa 

Para a execução das paredes de concreto, o mercado brasileiro disponibiliza basicamente três tipos de fôrmas: as metálicas, com quadros e chapas em alumínio ou aço; as metálicas com compensado, compostas por quadros em alumínio ou aço e chapas de madeira; e as fôrmas plásticas, formadas por quadros e chapas de plástico reciclável. A utilização de moldes adequados potencializa os ganhos do sistema, por isso a escolha do material deve levar em conta fatores como produtividade da mão de obra, peso por metro quadrado dos painéis, número de peças do sistema, durabilidade da chapa e possibilidade de reutilizações. Fatores como modulação dos painéis, flexibilidade diante das opções de projeto, adequação à fixação de embutidos e suporte técnico oferecido pelo fornecedor também são decisivos para a compra ou locação do tipo ideal de fôrma.

A existência de um projeto de fôrmas bem detalhado também é chave para viabilizar o sistema de paredes de concreto e sua qualidade de entrega. No documento, devem constar o detalhamento dos painéis e de equipamentos auxiliares, as peças de travamento, prumo e escoramento e, sobretudo, a sequência de montagem e desmontagem. Do ponto de vista arquitetônico, algumas diretrizes são importantes, como definição de medidas modulares, existência de geometrias simétricas e paredes alinhadas. “As regiões de transição devem ser pensadas para evitar elementos estruturais que prejudiquem a velocidade de aplicação do sistema, como, por exemplo, a presença de vigas e pilares“, explica Thales Couto Braguim, engenheiro da OSMB, escritório de projeto especializado em projetos de paredes de concreto.

Concreto e limpeza

Para a montagem das fôrmas, é fundamental que a fundação esteja nivelada. Outro ponto importante para o desempenho do sistema é a qualidade do concreto. Como as paredes são moldadas em uma única etapa e em condições que não permitem o uso de vibradores, a massa deve apresentar elevada fluidez e plasticidade e ser lançada de modo homogêneo, evitando vazios de concretagem. “Usamos tanto o concreto convencional com slump de 180 mm, como o concreto autoadensável com abatimento de 700 mm. Ambos apresentam bons resultados, principalmente após o acerto do traço em termos de quantidade de cimento e de fibra de polipropileno“, explica Braguim.

Dentre as patologias mais comuns envolvendo o sistema estão a ocorrência de pequenas fissuras devido à retração. Por isso, além do cuidado na composição do traço, a cura química nas paredes e lajes deve ser feita de forma rigorosa.

A retirada das estruturas provisórias deve ser feita após o concreto atingir a resistência prevista no projeto. Após a desmontagem, os painéis precisam ser limpos para remoção da argamassa aderida a eles. Essa etapa é fundamental para garantir a vida útil das fôrmas. Ela pode ser feita com a utilização de jatos fortes de água (com a pressão da água regulada para não danificar o acabamento das fôrmas), com uso de reagente ao concreto e ao desmoldante ou, ainda, com ferramentas com talhadeiras, palhas e escovas de aço.

Revista Construção e Mercado. Edição 152 – Março/2014.
http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/152/artigo307910-1.aspx

  1. Oi queria saber se você já aluga as formas da construção das casas ou vendas e como técnico

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